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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cai a produtividade do brasileiro

Jornal O Estado de SP – 04/09/2007.

Brasil ocupa apenas o 65.º lugar no ranking da OIT que mede o valor produzido por trabalhadores em 124 países. A produtividade do brasileiro caiu nos últimos 25 anos e o País ocupa apenas o 65º lugar no ranking que mede o valor produzido por trabalhador em 124 economias. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimam que um trabalhador do País em 1980 produzia em valor agregado para a economia US$ 15,1 mil por ano. Em 2005, esse valor caiu para US$ 14,7 mil e a distância em relação aos países mais competitivos do mundo se ampliou. O Brasil é superado por Argentina, Chile, Bósnia e Irã e passou a ter taxas equivalentes às de Uganda.

Depois quando eu digo que “estepaíf” vai de mal a pior, todos vocês me chamam de alarmista ou pessimista. 


Num país como o Brasil que, tem tudo para crescer, continua ladeira a baixo..., ser o 65º. colocado em produtividade numa lista de 124, é só motivo para comemorar. Não é mesmo? 

Enquanto tivermos mulas e vacas comandando “estepaíf” seremos sempre o carro atrás do boi... ou será que é o contrário?

Um dos rasgos negativos de nosso "paíf" é o crescimento progressivo de uma cultura relativista, que leva as pessoas a ocuparem-se cada vez mais do incidental ou conjuntural e cada vez menos do transcendente. 


Nos dedicamos à análise dos meios que empregamos em nossa atividade cotidiana, mas não nos detemos a refletir sobre os grandes fins e os altos valores sobre os quais se fundamenta a sociedade a qual pertencemos. 

A questão dos fins e dos valores é o que deveria ocupar o pensamento e o interesse prioritário de quem deseja viver em um mundo melhor.

Nenhuma sociedade pode organizar-se sobre bases sólidas se não existe em seu seio o compromisso de preservar e fortalecer determinados valores fundamentais. 


Quando se generalizou, nos séculos 18 e 19, a adesão das nações civilizadas ao constitucionalismo liberal e ao regime democrático, se estendeu também - e rapidamente - pelo mundo a idéia de que certos valores jurídicos e morais básicos, como a inviolabilidade dos direitos individuais, ou o respeito irrestrito a dignidade da pessoa humana, deviam ser consagrados expressamente como princípios supremos e irremovíveis.

Em quase todos os países civilizados, se definiu como conseqüência, que nenhuma maioria democrática, por mais ampla que fosse, teria faculdades para alterar ou desvirtuar esses princípios constitutivos essenciais. 


Esses valores passaram a ser conhecidos como "cláusulas pétreas" da ordem constitucional e são fundantes. 

Mas é necessário que esses valores fundamentais sejam velados pela própria sociedade no seio de cada família, na relação entre pais e filhos, nos distintos âmbitos da vida cultural, nos meios de comunicação e muito especialmente, no campo educacional.

Defender os valores máximos de uma sociedade é tarefa e responsabilidade de todos.

Não podem faltar entre esses valores o que consagra e reconhece a importância do esforço e do trabalho pessoais, que de nenhuma maneira podem ser substituídos pelo facilismo ou as dádivas outorgados por um Estado onipresente ou providencialista.

Entre as virtudes de alcance universal, deve estar consignado a que prescreve que as pessoas têm deveres cidadãos irrenunciáveis e que, portanto devem participar em conjunto, em cada país, cidade ou bairro, na construção das instituições cívicas e políticas indispensáveis para a vida em comum e uma convivência pacifica devidamente garantida.

É básico que descubramos os valores que estão nas raízes de nossa organização como sociedade independente e livre. 


Um mundo sem valores é um mundo vazio. 

Devemos explorar por dentro, a nós mesmos, com a firme decisão de reconhecer e assumir na plenitude os grandes valores humanos, espirituais e sociais que presidem o melhor de nossa história e de nossa tradição cultural.


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