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sábado, 22 de setembro de 2007

Médicos fazem festa e jovem morre em hospital

Jornal O Dia – por André Bernardo e Pâmela Oliveira

A dona de casa Luciana Bellarmino de Anchieta, 36 anos, disse que durante as 24 horas que permaneceu no hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, à espera de uma vaga no CTI para seu filho, Wallace Bellarmino da Cunha, 14 anos, ouviu comentários a respeito de uma festa que médicos residentes estariam realizando nas dependências do hospital. Segundo a TV Bandeirantes, um documento comprova a chegada de cerveja no local para a festa. O garoto morreu no hospital.

"Quando ouvi aquilo, nem acreditei. Até pensei em reclamar, mas fiquei com medo. Já imaginou se fizessem alguma maldade contra o Wallace?", reclama Luciana, que ainda não decidiu que providências pretende tomar contra o município pela morte do filho.

"Quando começou a passar mal, meu filho ainda pediu para não ser levado para o Souza Aguiar. Ele tinha medo daquele lugar porque sabia da fama do hospital. Parece que o Wallace estava adivinhando", lamentou.

Horas antes do desabafo de Luciana, o secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman, em entrevista a uma rádio, defendeu a direção da unidade. "Prestigio muito o atual diretor", disse Kligerman, que demonstrou descontentamento com as denúncias . "A quem interessa essas reportagens? A mim interessa que o Souza Aguiar seja um exemplo para o Rio", disse.

Para a dona de casa Rosane da Silva, 32 anos, porém, o Souza Aguiar ainda está longe de ser um modelo, como ambiciona o secretário. Ontem Rosane esperou por mais de três horas para que sua avó, Maria Aparecida, de 89 anos, fosse atendida na Emergência da unidade.

"Infelizmente a gente não tem para onde correr. Mas se isso tivesse acontecido com minha mãe internada eu tinha quebrado tudo", disse ela, ao saber que médicos residentes deram uma festa no hospital.

Outra a reclamar do atendimento da unidade foi Mônica Lima, 37 anos. Ela foi atendida na emergência às 10h50 por um acadêmico que receitou um remédio e pediu que esperasse por um médico. Às 15h09, o médico ainda não havia aparecido. "É absurdo. O hospital é público, mas nós pagamos impostos", protestou.

A entrada de cerveja para a festa realizada na residência médica - registrada no livro de ocorrência do hospital - deixou indignada a vereadora Andréa Gouvêa Vieira, da Comissão de Saúde da Câmara. "É o fim do mundo. Eu, se fosse o secretário, chamaria a responsabilidade. Ninguém tem coragem de enfrentar o corporativismo médico. Vou fazer requerimento de informações a secretaria." O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) acionou a Comissão de Ética do Hospital Souza Aguiar para apurar os fatos ocorridos e apresentar relatório.

Engraçado como o Prefeito César Maia [DEM-RJ], não fala nada disto no seu ex-blog. O contrário é que deixaria de ser engraçado. 


Mas César Maia é César Maia, a personificação da economia intelectual. Entretanto, o mais curioso disto tudo é que casos como este acontecem a diário no Rio de Janeiro, ex-cidade maravilhosa, hoje capital do crime, da droga, da corrupção no Brasil e ninguém faz nada. 

Só uma população covarde e oportunista permite este tipo de caos. Não é só no Rio que estes absurdos ocorrem. 

É no Brasil inteiro, onde uma população sem caráter e sem moral se acovarda diante dos desmandos na saúde. Permitem que um imposto criado, precisamente, para sanear a saúde [CPMF], seja utilizado para fins escusos. 

Portanto, têm mais é que agüentar situações humilhantes como narra a reportagem; ou como a greve dos médicos nos Estados do Nordeste.

Enquanto o povo desta merda de país não se der conta do seu papel na sociedade em que vive, aviões da TAM continuarão a cair, festas nos hospitais se sucederão e humilhações humanas serão perpetradas contra humanos. 


O Brasileiro não tem vergonha na cara. Portanto, merece qualquer tipo de destrato. Covardes!


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